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Comissão de Saúde debate enfrentamento ao coronavírus no Estado

A superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Bittencourt, apresentou, nesta quarta-feira (12), aos deputados da Comissão de Saúde o plano de contingência do Estado para o caso de uma eventual chegada do coronavírus a Santa Catarina.

FONTE: MARCELO SANTOS/ AGÊNCIA AL
Foto: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL
Reunião da Comissão de Saúde, nesta quarta-feira (12)

"O plano de contingência é o primeiro passo, porque organiza toda a área da promoção, da prevenção, e a assistência também para que, havendo caso, a gente tenha uma assistência organizada para dar a melhor atenção possível à pessoa", explicou a profissional, que compareceu à comissão representando o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino.

Na sua opinião, é praticamente inevitável que o vírus chegue ao Brasil, dados o tamanho da China e o volume de negócios dos chineses com o mundo todo. "Em algum momento chega, um país tão grande, a China é um país que tem comércio com o mundo inteiro, as pessoas transitam muito rápido, em algum momento vai chegar."

As principais portas de entrada do vírus no país - portos e aeroportos - estão bem vigiadas, segundo Raquel Bittencourt. A preocupação maior é com aeroportos, pela rapidez do deslocamento por avião, mas navios também estão sendo monitorados. "É óbvio que quem faz viagem aérea chega mais rapidamente ao país, e a chance, caso tenha se contaminado, teria a possibilidade maior de transmitir. De navio é um pouco mais raro, mas pode acontecer também."

Ela, no entanto, garantiu que o Estado tem feito sua parte. "Existe, tanto em aeroportos quanto em portos, um plano de contingência para fazer o bloqueio e impedir a propagação dentro dos protocolos internacionais que o Brasil está aplicando."

Febre amarela

Raquel Bittencourt aproveitou para alertar para a gravidade da febre amarela, doença mais letal do que a causada pelo corona vírus. "A letalidade do corona é de 2%, enquanto a febre amarela tem letalidade de 70%."

De acordo com a superintendente, Santa Catarina já registra duas mortes, além de outros três casos de febre amarela neste ano, mesmo com vacina gratuita disponível nos postos de saúde. "Estamos com a cobertura vacinal baixa ainda. Com isso não podemos vacilar. A mesma coisa o sarampo. Estamos reforçando a vacinação de pessoas até 49 anos. As famílias não estão vacinando suas crianças", lamentou.

Preocupação mundial

O presidente da comissão, deputado Neodi Saretta (PT), explicou que o convite à Secretaria de Saúde se justifica pela necessidade de o Estado estar preparado para uma eventual chegada do coronavírus ao país. "Nossa preocupação é a preocupação que hoje é mundial, a respeito desse novo vírus, e principalmente como que o Estado está se preparando para, primeiro buscar todas as formas de evitar que aqui chegue, e, caso chegando, esteja preparado para enfrentar."

"Percebemos a preocupação do Estado, as medidas que estão sendo tomadas e vamos continuar acompanhando, cobrando, para que todos os setores, os municípios possam fazer a sua parte, junto com a Secretaria de Estado e o Ministério da Saúde, para que a gente esteja de fato preparado enfrentando e evitando que chegue", disse Saretta. "De maneira geral, parece que o Estado está dando seus passos. Vamos continuar acompanhando para que de fato esteja preparado e fazendo aquilo que precisa ser feito."

Audiências públicas

Na reunião desta quarta-feira, a Comissão de Saúde aprovou ofício de autoria do presidente do colegiado solicitando realização de audiência pública com o tema "Perspectivas e consequências oriundas da Portaria nº 2.979/19, do Ministério da Saúde, que estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária". A audiência está marcada para 3 de março, no Plenarinho Paulo Stuart Wright.

A comissão também aprovou dois requerimentos, de autoria do deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), para a realização de outros dois eventos. O primeiro é o "Seminário sobre políticas públicas relacionadas ao terceiro setor com foco na captação de recursos", marcado para a primeira quinzena de abril, e o segundo, uma audiência pública sobre gravidez precoce, na segunda quinzena do mesmo mês.
















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