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Há 1 ano, Sangão sofria a maior enchente de sua história

O dia 24 de maio de 2019 sempre será lembrado pelos moradores de Sangão, foram momentos de pânico.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA PMS
Foto: Divulgação/ PMS

Tudo parecia calmo e tranquilo no início daquela tarde de sexta-feira, 24/05/2019, a previsão do tempo apontava que teria chuva no meio daquela tarde de aproximadamente 10mm, mas o que todos não sabiam é que aquela data entraria para a história de Sangão, sendo a pior enchente que o município já veria desde a sua criação. Foram cenas assustadoras vistas pelos moradores da cidade.  

Pontes arrastadas, estradas destruídas, carros sendo levados pela força da água e casas alagadas, este era o cenário depois que a chuva passou.

Segundo relatos de moradores que vivem em Sangão, nunca antes na história da cidade tinha se visto algo assim. "Isso eu tinha visto apenas em filmes, nunca imaginei que iria acontecer aqui bem pertinho da gente. O que aconteceu foi inacreditável, era muita água, muita chuva. Algo que eu jamais irei esquecer.", disse o morador Pedro Antônio, que vive em Sangão há mais de 60 anos.

Em aproximadamente duas horas choveu 122 mm, o esperado para quase um mês. O resultado foi algo nunca visto antes. Várias estradas, lojas e residências ficaram alagadas. Lixo e outros objetos foram arrastados. Balcões e produtos foram parar no meio da rua.

Sangão ficou isolado, para quem estava fora de casa naquele momento foi impossível chegar, o Rio Sangão subiu mais de cinco metros.

Imediatamente, graças ao trabalho da Defesa Civil Municipal, Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, Polícia Civil e Militar e da Prefeitura, que colocaram suas equipes na rua para trabalhar durante a noite e toda madrugada para retirar vítimas de locais, o município não contou com nenhuma vítima fatal.

O Centro do Distrito de Morro Grande ficou praticamente todo embaixo d'água, comerciantes e moradores lembram até hoje como foi desesperador aquele momento. A prefeitura de Sangão contabilizou mais de R$ 5 milhões em prejuízos públicos e privados.

O prefeito Dalmir Carara Cândido lembra desse dia com muita tristeza e emoção. Ele também foi um dos voluntários que ajudou a retirar as crianças de dentro das escolas e levar em segurança para suas residências. "Imediatamente, quando eu soube que havia crianças dentro das escolas, que os ônibus não conseguiram mais chegar, pois as estradas estavam destruídas, eu peguei meu carro particular eu fui fazer esse trabalho. Quando entreguei a última criança para os pais, já se passava das 23 horas", lembra o prefeito.

A prefeitura de Sangão, em um ato de ajudar a população, emitiu um alerta para os funcionários para que todos ficassem trabalhando em regime de plantão a fim de ajudar os moradores que precisassem.

Reconstrução e superação

No dia seguinte, o clima na cidade era de tristeza, era quase impossível andar pelas ruas, muita lama e muitas estradas sem acesso, pois as pontes foram quase todas destruídas. A própria distribuição de água ficou comprometida, pois o reservatório, que havia sido recém construído, foi completamente destruído pela força da chuva.

Muitos moradores perderam praticamente tudo que tinham dentro de casa: móveis, alimentos e roupas. Uma moradora de Morro Grande relata os momentos que passou. "Eu moro aqui na cidade há pouco mais de seis anos e nunca tinha visto nada assim. Eu perdi tudo que tinha dentro da minha casa, aqui a água entrou mais de um metro, perdi roupas, móveis e comida, fiquei completamente desesperada. Eu, com três filhos, não sabia o que fazer, não parava de chover e a água continuava a subir dentro da minha casa, meu marido não conseguia chegar em casa porque estava tudo alagado, minha sorte foram os vizinhos que me ajudaram com meus filhos naquele dia. Realmente foi algo que eu tento esquecer até hoje, porque é muito triste a gente trabalhar tanto para conseguir comprar nossas coisas e vem a chuva e acaba com tudo. Minha sorte é que ficamos bem e não nos machucamos", conta Silvana de Aguiar, moradora do Distrito de Morro Grande.

Solidariedade  

O município de Sangão, depois de sofrer com a enchente, contou com a solidariedade das pessoas e de outros municípios, com doações de móveis, agasalhos, alimentos e material de limpeza. A prefeitura montou, no dia seguinte, um centro para o recebimento das doações, com objetivo de realizar a distribuição para os mais afetados de forma ordenada. "Tínhamos duas preocupações naquele primeiro momento, primeiro era preservar a vida das pessoas e ajudar no que fosse preciso para que ninguém ficasse desalojado ou passando qualquer tipo de necessidade, e o segundo era de recuperar a cidade para que as pessoas pudessem, ao menos, trafegar pelas estradas. Tivemos que colocar prioridades e a minha sempre foi de pensar na vida e na saúde das pessoas em primeiro lugar", disse o prefeito Dalmir.

O vice-prefeito Valdeci Serafim lembra com grande tristeza deste dia que, segundo ele, foi um dos mais assustadores que já presenciou. "Ficamos dias sem dormir, planejando o que fazer pela nossa cidade depois daquela enchente, trabalhamos muito e hoje podemos dizer que demos a volta por cima, com muita dificuldade e muito trabalho conseguimos nos reerguer e hoje nossa cidade é um canteiro de obras por todas as partes. Não podemos deixar de agradecer a todas as pessoas pela dedicação e pelo voluntariado que nos ajudaram a nos reerguer, e hoje posso dizer com toda certeza, o orgulho que tenho de morar em Sangão, terra de pessoas batalhadoras e trabalhadores, terra de gente que sabe dar a volta por cima e lutar", finalizou o vice-prefeito.



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