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Pai e filho e o gosto pela música

07 Agosto 2015 10:07:41

Quando o João Serafim Costa, popularmente conhecido como Joãozinho, iniciou pelos caminhos da música, estava com 31 anos, foi na época em que o movimento da igreja católica junto com os grupos de família se tornou forte em Jaguaruna.

Redação Folha Regional
Redação Folha Regional

 “Foi com o padre Wilson, foi aí que começamos a nos reunir e tinha o pessoal responsável pelos cantos. Foi nesta época que comecei a me aventurar no violão, eu gosto muito e aprendi sozinho, nunca fiz aula”.

Quando Joãozinho começou a tocar, o filho Robson, conhecido como Robinho, ainda era um bebê, talvez por isso, o gosto pela música cresceu junto. “Eu não lembro quando comecei a cantar, olho para trás e vejo que a música sempre esteve presente na minha vida”, conta Robinho.

Aos cinco anos Robinho começou a participar de festivais. “Ele começou a se apresentar em festivais nas cidades de Tubarão, Capivari de Baixo até em Criciúma”, lembra Joãozinho.

Um dos momentos lembrando por pai e filho foi quando o menino se apresentou na caravana do Bolinha. “Ele era pequeno e o Bolinha ficou encantado, era a época em que o Ovelha, Perla se apresentavam na caravana. Na época ele queria levar o Robinho na caravana, mas eu achei que seria muito perigoso, ele era apenas um menino e não tinha como deixa-lo ir sozinho”, lembra Joãozinho.

Robinho também lembra dessa época. “Eu era pequeno e tudo era muito divertido”.

Aos nove anos o garoto já tocava teclado. “Compramos um Yamaha usado, e lembro que o Robinho, na semana seguinte, já estava na igreja tocando, claro que ainda de forma restrita, apenas as notas básicas, mas já estava dando conta do recado. Depois disso ele não parou mais”, relembra Joãozinho.

Não demorou muito e pai e filho começaram a se apresentar juntos. “Começamos tocando na igreja e depois, com o tempo, montamos um repertório e as pessoas começaram a nos contratar para cantar em festas de igreja, casamentos, bodas, aniversários”, conta Joãozinho.

Foi aí que surgiu “O Novo Mandamento”, composto por pai e filho. “O Robinho sempre teve muita facilidade em pegar uma música, os ensaios são poucos”.

Em relação ao gosto musical, os dois tem preferências distintas, o pai pelo sertanejo raiz e o filho pelo sertanejo universitário. “Eu gosto das músicas mais antigas, o Robinho prefere essas mais novas”. Na opinião do filho isso é positivo. “É bom porque mesclamos o nosso repertório”.

Juntos na música há quase três décadas, eles lembram algumas situações engraçadas. “Uma vez nós tínhamos um casamento para tocar em Morro da Fumaça. Os equipamentos todos dentro do carro e no caminho furou um pneu. Foi uma trabalheira para alcançar o estepe, mas acabamos chegando a tempo de cantar”, conta Joãozinho.

Em outra situação, na comunidade de Poços, Joãozinho recorda que chegaram para animar a festa. A fiação não era trifásica e não aguentou a sobrecarga. “Deu um estouro, naquele dia perdemos o módulo, tivemos que tocar apenas com um e ainda conseguimos uma caixinha de som emprestada, mas mesmo assim animamos a festa”.

Mas as lembranças mais queridas são as dos carnavais na comunidade do Riachinho. “Era um tempo muito bom, o carnaval ali era uma festa familiar. Eu e o Robinho tocamos durante muitos anos. Sempre teve casa cheia”.

Atualmente a agenda de pai e filho já não está tão cheia. O motivo? O cansaço. “É cansativo se trabalha a semana toda, hoje não temos mais condições de fazer como antigamente que todo o fim de semana tínhamos compromisso”, ressalta Robinho.

Em tantos anos de música, sobre a possibilidade de querer viver apenas da música ou gravar um CD, Robinho respondeu de forma simples. “Eu nunca pensei na música como profissão, bem da verdade é um hobby para mim. Ela sempre foi uma renda extra, mas não a principal”. A mesma opinião tem o pai. “Eu tinha a minha profissão, a música veio porque gostava muito. A renda extra ajudou bastante, mas não tínhamos o objetivo de viver apenas da música”.

Entre os dois a conexão é grande, são anos de caminhada e mesmo divergindo de opiniões em alguns momentos, a parceria deu certo. “As pessoas perguntam como é trabalhar com o pai? Mas é tranquilo, é uma parceria que deu certo. O pai sempre me incentivou. Ele que me puxava para os ensaios, sempre foi muito parceiro”.

O orgulho em relação a parceira também é evidente. “Ele é um filho muito parceiro, um menino que sempre se envolveu nas tarefas da igreja, começou a trabalhar, fez faculdade, casou, montou uma família e ainda tem tempo para fazer essa nossa parceria, acho que isso deixa qualquer pai orgulhoso”.

Dados pessoais

Joãozinho é casado com Marilda com quem teve três filhos, Cleber, Robson e Luana.

Robinho é casado com Susimara, o casal tem um filho de 10 anos, Luiz Gustavo, que até o momento ainda não despertou para música e tem no futebol a maior paixão.

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