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Produção e consumo de orgânicos: qualidade de vida da população

No próximo domingo, 28, comemoramos o Dia do Agricultor, data que homenageia os profissionais que trabalham com o cultivo de produtos da terra, como frutas, hortaliças e vegetais.

REDAÇÃO FOLHA REGIONAL
Foto: Divulgação

O Folha Regional entrevistou o agricultor Antônio Correa Garcia, da comunidade de Sanga Grande, em Jaguaruna. Ele e a família cultivam produtos orgânicos, como morango, abacaxi e maracujá. 

FR: Em relação ao ano passado, como está a colheita do morango?

Antônio: Estamos apenas iniciando, mas a previsão é que seja superior ao ano passado, pois ampliamos a área plantada. Se o período de maior produção - setembro - for um mês ensolarado, com chuvas bem distribuídas, a produção do morango orgânico tende a ser superior a 0,5 Kg/planta de morango.

FR: As fortes chuvas que caíram no mês de maio atrapalharam a safra?

Antônio: A enchente atrapalhou muito. A área de plantio do ano passado já estava em floração naquelas semanas anteriores à enchente, o que indicava um início de colheita já em junho, com julho já tendo grandes quantidades para entregas. Mas o evento natural acabou arrancando 40% dos pés, além de perda total nas flores e frutos já formados, perda de mangueiras de irrigação, lonas e canteiros desmanchados. Replantamos e arrumamos os canteiros e agora, na segunda quinzena de julho, iniciamos a colheita das primeiras bandejas.

FR: De que forma e feito o plantio?

Antônio: O plantio utiliza mudas próprias nossas da variedade de dia curto, chamada Oso Grande. Ela tem o período produtivo agora no segundo semestre do ano, entre inverno e verão. Estamos implantando uma segunda variedade neutra, que produz o ano inteiro, mas está em estágio inicial. Os canteiros são no chão, adubação com esterco bovino, bio fertilizante super magro, bio fertilizante urina de vaca e leite de vaca. Para o enfrentamento de insetos indicadores e eventuais enfermidades nas plantas usamos homeopatia. Tudo o que é produzido aqui para consumo nosso da família e para venda aos consumidores é livre de insumos químicos sintéticos e transgênicos.

FR: Quantas pessoas trabalham na propriedade?

Antônio: A mão de obra e toda familiar. Quatro pessoas da família trabalham aqui e em períodos críticos, ao longo do ano, temos um trabalhador temporário que contribui em pontos de manejo específicos ao longo do ano.

FR: Quem são seus maiores consumidores?

Antônio: A maior parte da produção - 50% - é comercializada em Tubarão, no Cestão hortifrúti da margem esquerda. Eles criaram uma banca de orgânicos e trabalham com uma diversidade interessante de frutas e verduras. Também vendemos na feira da agricultura familiar da Producooper - 30% da produção - aos sábados, e na merenda escolar - 5%.

FR: Vocês também comercializam na propriedade?

Antônio: Sim. Em torno de 15% da produção é comercializada na unidade de produção. Há clientes de outras cidades da região - Treze de Maio, Criciúma e Içara - que fazem a encomenda e pegam produtos quando passam por aqui.

FR: Considerações finais:

Antônio: Todo o alimento produzido na propriedade é e orgânico e temos certificação da Rede Ecovida de Agroecologia. Isso nos ajuda a ter uma boa valorização do produto, além de oportunizar novos mercados de comercialização e nossa formação ecológica. A cada dia aumenta mais a procura por alimentos orgânicos em nossa cidade e região, haja visto o ganho de saúde e qualidade de vida que eles trazem aos consumidores e aos agricultores. Frutas são o que o pessoal mais procura e tem muita oportunidade. Nossa família agradece a oportunidade de diálogo e deseja a todos os agricultores um feliz dia de comemorações, mas chamamos atenção da classe agricultora - e também todas as outras classes profissionais - para a luta contra a perda de direitos de aposentadoria que se apresenta no período. Procure seu sindicato para se informar a respeito. Abraço a todos.



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